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Contribuição do setor privado para redução do desmatamento no bioma Amazônia

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São Paulo – A bem-sucedida evolução da governança ambiental brasileira foi reconhecida por participantes da Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, que reuniu na última quarta-feira, em Brasília, representantes dos governos do Brasil e da Alemanha, pesquisadores, empresários e membros de organizações não governamentais (ONGs). A redução de 83% na taxa de desmatamento na Amazônia Legal, desde 2004, é um dado importante que o governo exibe a três meses da realização da COP 21, em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro, ocasião em que deverá ser anunciado novo acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto de 1997.

Para a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a evolução da governança ambiental e a queda no desmatamento no bioma Amazônia mostram que é possível conciliar a produção de alimentos com a conservação dos recursos naturais brasileiros. O setor privado tem contribuído para uma produção agrícola sustentável.

Carlo Lovatelli, presidente da Abiove, enfatizou o papel positivo da Moratória da Soja, que em 2016 completará dez anos de existência. O pacto de não aquisição de soja de áreas desflorestadas após 2008 no Bioma Amazônia contribui com o controle do desmatamento. A Moratória, uma parceria entre o setor privado (Abiove e Anec), sociedade civil e governo, demonstra, por meio de monitoramento anual do plantio de soja no Bioma Amazônia, realizado por imagens de satélite, que a soja não é um vetor relevante no desmatamento.

Lovatelli mencionou outro programa da Abiove na área de sustentabilidade, o Soja Plus, que capacita os sojicultores a uma melhor gestão de suas fazendas em termos econômicos, sociais e ambientais. Desde o seu início, em 2011, o Soja Plus já atendeu 5 mil produtores e gerentes rurais em cursos sobre legislação ambiental e social. O programa presta assistência técnica em 1.200 propriedades rurais, que produzem 6 milhões de toneladas de soja. O Soja Plus, implementado em quatro estados – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia – também está oferecendo cursos, palestras, banners e manuais sobre o novo Código Florestal e seus principais instrumentos – o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA).

A Abiove está produzindo e divulgando uma série de informativos sobre o CAR.

O presidente da ABIOVE também enfatizou a importância dos pagamentos por serviços ambientais para a conservação das florestas em áreas particulares. Uma das formas de pagamento seria o mercado reconhecer que produtos agrícolas produzidos em conformidade com o novo código florestal brasileiro, o mais rigoroso do mundo, devem ser considerados especiais.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Abiove
11- 5536-0733; 99644-0363

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