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Grandes herbívoros enfrentam risco de extinção

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herbívoros

Uso como alimento, perda de habitats e caça ilegal ameaçam elefantes, hipopótamos e o tapir

Grandes animais que comem capim, como elefantes, rinocerontes e hipopótamos, estão lutando pela sobrevivência. Quase 60% das espécies vegetarianas correm risco de extinção e vivem em países em desenvolvimento – como África do Sul e Ásia –, com exceção do bisonte-europeu. Grandes herbívoros, definidos como aqueles com mais de 100 quilos, têm problemas maiores no leste da Índia e sul da China.

Estudo feito por cientistas dos EUA, África do Sul e Reino Unido, e publicado na Science Advances, mostra que os animais são mortos majoritariamente por sua carne, fornecendo comida para até 1 bilhão de pessoas. Além disso, há a perda de habitats, e o crime organizado contribui com o declínio de elefantes e rinocerontes em partes da África e Sul da Ásia. Estes elementos boicotam décadas de êxito de projetos de conservação, dizem os pesquisadores.

Os rinocerontes correm risco particular, explica o estudo, porque a caça ilegal deles é motivada pelo alto preço de seus chifres, com o preço no varejo que excede o de ouro, diamantes e cocaína.

A situação é tão precária que alguns ecossistemas irão se tornar uma “paisagem vazia”. “As consequências são devastadoras para animais grandes, de longa vida e procriação lenta”, diz o trabalho. “É o colapso dos maiores herbívoros do mundo”.

Áreas cada vez maiores do mundo, em breve, não terão muitos dos serviços fornecidos por estas espécies, resultando em enormes custos ecológicos e sociais. Os herbívoros, na verdade, não apenas pastam. Têm um papel vital como “engenheiros do ecossistema“, ao expandir pastos, dispersar sementes no esterco e também como alimento a predadores, lembra o Washington Post.

Por José Eduardo Mendonça

Foto: Pixabay/Domínio Público

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