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Com o passar do tempo a medicina veterinária no tratamento de pets teve boa evolução

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Não se faz mais medicina veterinária só com o olho clínico. É necessário o exame complementar, tanto em cães, como em gatos.

Lages – SC – A constatação é da veterinária Márcia Verônica Thomazi Castelani, que atua na profissão há 30 anos, e há 25 trabalha na própria clínica. Segundo conta, no começo tudo foi muito difícil. A mulher era muito discriminada. Um tempo em que a função era dominada pelos homens. Mas, era o que queria. O amor pelos animais falou mais alto, e poder cuidar deles, era o mais importante. Assim, instalou a clínica veterinária Beija Flor, no bairro Beatriz, em Lages. Com o passar do tempo, foi capaz de mostrar que a mulher tinha, e tem espaço no campo da veterinária, e principalmente, ter podido acompanhar a evolução no tratamento de cães e gatos. “Atualmente, é possível afirmar que o Brasil é um dos países que mais cresceu no cuidado aos pets, e em Lages não é diferente”, ressalta Márcia.

A evolução pôde ser notada desde a forma em que os cães eram tratados, com restos de comidas ou polentas. Nesse tempo, eram muitas as doenças que acometiam os animais, tais como, raquitismo, ascite, parvovirose, giardíase, raiva, entre outras. As pessoas passaram a se preocupar mais com a saúde de seus bichinhos, permitindo com que eles pudessem entrar em suas casas; primeiro os cachorros, depois os gatos, e, consequentemente passaram a ter uma alimentação melhor a base de ração e novos cuidados. Os gatos raramente chegavam na clínica. Eles eram considerados os amigos da casa, e não do homem. “Hoje os atendimentos a gatos quase predominam. Dá para dizer que está 50% para cada um. Porém, nas grandes cidades o número de felinos em consultas, é bem maior”, afirma.

A veterinária lembra que os profissionais veterinários também precisaram se adaptar para poder acompanhar esta evolução, e muitas pessoas não perceberam isso. Hoje, o bom profissional, precisa saber com exatidão o que o animal tem para poder medicar. Antigamente os remédios eram comprados em balcões de lojas agropecuárias, apenas pelos sintomas relatados pelo dono. Agora não. É preciso seguir um caminho através de exames até poder se chegar a um diagnóstico claro. “Não se trata mais animais só pelos sintomas ou pelo simples olhar, sem examinar. Pois, há uma diferença grande entre o olho do dono, e o olhar do médico veterinário”, argumenta.

Pessoas precisam observar diferenças

Por outro lado, a evolução precisa ser observada no geral. O trabalho nas clínicas veterinárias atualmente é muito parecido com o dos humanos. As pessoas precisam saber diferenciar o serviço entre uma clínica, consultório, ou um simples balcão de agropecuária. Na Beija Flor, por exemplo, o acompanhamento é completo, e conta, inclusive, com aparelho de ultrassom, entre outros. Faz inclusive, até mesmo o tratamento de fisioterapia na recuperação dos movimentos de um animal, por exemplo. Ou serviços simples de banho e tosa, que antigamente eram o que predominavam, mas, os tempos são outros. “Aqui, mantemos um corpo clínico com quatro médicos veterinários, mais um grupo de atendentes. É preciso muita dedicação e responsabilidade para cuidar bem dos animais”, concluiu.

Foto: Paulo Chagas

Mais informações: Márcia Verônica Thomazi Castelani  – Clínica Beija Flor (49) 3222 6255.

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