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Lages poderá alcançar os 100% em saneamento

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Lages, SC, ainda deverá esperar por um longo tempo para ter 100% do seu esgoto tratado,  que pode levar ao ano de 2032. É um ainda um longo tempo para atingir o objetivo. No entanto, em dois ou três anos, já estará com quase 70%.  A perspectiva de zerar o esgoto sem tratamento, parte de uma proposta dimensionada aos futuros gestores do Município, com um criterioso planejamento que já está sendo executado dentro da Secretaria Municipal de Água e Saneamento (Semasa). De acordo com o Secretário Jurandi Agustini (foto) a intenção e deixar os projetos prontos até o final da atual administração, inclusive, com as viabilidades de financiamento a fundo perdido. A curto e médio prazos, já estão em andamento, projetos que deverão contemplar alguns bairros, como o Santa Helena, Caroba, Vista Alegre, entre outros, com estimativa de investimento em torno de R$ 20 milhões.

Atualmente, conforme Rafael Guedes Spindler, engenheiro de operações da empresa Águas do Planalto, Lages tem 148 quilômetros de rede para coletar e tratar os resíduos. Isso representa apenas 23% do esgoto tratado, porém, o percentual pode ser menor, 15%. A justificativa é de que muitos proprietários de residências, nunca ligaram seus esgotamentos à rede. O técnico exemplifica o caso do Bairro Sagrado Coração de Jesus, que conta com uma completa rede há pelo menos sete anos. No entanto, apenas 20% das casas estão interligadas à rede de esgoto, embora todos paguem a taxa. “Acredito ser uma questão cultural, ou até mesmo negligência”, ressalta Rafael.

Ligações irregulares

Na medida em que o técnico segue explicando, em Lages, muitas ligações são irregulares, feitas diretamente na rede pluvial, misturando os resíduos com a água da chuva. -“As casas deveriam ter fossas e filtros”. Por outro lado, as perspectivas são boas. Com o funcionamento efetivo da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), do bairro Araucária, entra na soma, mais 25% de esgoto tratado. E, assim que a obra da Ponte Grande terminar, serão mais 25%, pois, a ETE do bairro Caça e Tiro, irá ganhar mais um módulo de tratamento. Há também uma ETE pequena funcionando no bairro Nadir. No geral, até o final de 2019, Lages deverá estar próxima dos 70% no quesito esgoto tratado.

Não há conscientização

A falta de conscientização de grande parte da população é um dos maiores problemas a ser enfrentado. Rafael ressalta que muito se perde, pois, em dados estatísticos, R$ 1 Real investido em saneamento, R$ 5 são economizados com saúde. Além disso, há a questão de casas abaixo do nível da rua, que precisam instalar elevatórias. “As famílias não têm noção do benefício que teriam. Muitas preferem deixar correr nos fundos das casas, mesmo que prejudique os vizinhos”, lamenta.

Campanha educativa

O secretário Jurandi Agustini tem discutido a necessidade de a empresa encampar um projeto de educação ambiental, tendo com parceiros o Centro Agroveterinário (CAV), a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), e a Polícia Ambiental, além do apoio do Banco da Família, que já iniciou as conversações a respeito do assunto. Segundo ele, é preciso chamar atenção sobre o problema, e tentar mudar o pensamento da comunidade sobre a importância de o esgoto ser tratado.

Por Paulo Chagas

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