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Raça Crioula Lageana avança para outros estados do Brasil

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Poucos podiam imaginar que uma raça rústica de origem ibérica, e trazida ao Brasil por colonizadores espanhóis e jesuítas por volta de 1500, tivesse em tempos de hoje grande notoriedade no mercado bovino, e com forte retomada na criação, inclusive, com crescente expansão para outros estados do Brasil, tais como Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Tocantins, e Mato Grosso. O avanço se deve também às práticas tecnológicas, principalmente com a instalação de uma Central de Inseminação, no município de Ponte Alta, na Serra Catarinense, e que revende sêmen para vários territórios do País.

Conforme ressalta um dos maiores produtores da raça em Santa Catarina, Edison Martins, outro fator que tem dado ânimo ao segmento é a constatação de que inúmeros criadores estão se incorporando à Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Crioula Lageana. Além disso, todos têm investido em conhecimento no corte da carne, apreciada pelo alto marmoreio, suculência, e muito saborosa. No entanto, a carne ainda não é comercializada em larga escala. A venda é feita diretamente entre o produtor e o consumidor. “Nós vendemos o animal para o frigorífico e depois compramos a carne que é vendida a clientes de carteira”, explica o Sr. Edison.

Na Expolages, os animais da raça crioula mais uma vez chamaram atenção em virtude de suas características diferenciadas, coma aspas longas, e que chegam a atingir mais de 80 polegadas entre uma e outra. Quanto à criação do animal, importante dizer que, no território nacional existem pouco mais de quatro mil, sendo que somente a metade tem registro. Desse montante, a maior fatia, 85% está em solo catarinense. Por fim, os animais se caracterizam também pela resistência à tristeza parasitária transmitida pelo carrapato, fácil adaptação em qualquer sistema de criação, seja no campo ou confinado; precocidade na primeira cria; longevidade na recria, além da qualidade da carne.

Assessoria de Imprensa

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