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Boca dos animais pode ser a porta de entrada de bactérias

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A preocupação dos veterinários está na forma de tratar as enfermidades. Com a proliferação de bactérias de origem bucal, todo o restante do tratamento fica comprometido. Por isso, a necessidade do cuidado com a boca primeiro, caso precise.

 Em muitas situações, quando o seu animal de estimação adoece, especialmente o geriátrico, a missão do veterinário é a de descobrir a causa e aplicar o tratamento adequado. No entanto, a médica veterinária Márcia Verônica Thomazi Castelani, da Clínica Veterinária Beija-flor, sustenta que, grande parte das graves enfermidades diagnosticadas, provêm da boca; uma verdadeira porta de entrada de bactérias, que se distribuem quase sem controle pela rede sanguínea, e se proliferam para vários órgãos como o pâncreas, rins, fígado e pelas articulações. Numa consulta geriátrica a revisão começa exatamente pela boca, e, em muitos casos, há constatação de gengivite e placas dentárias (tártaro), entre outros problemas bucais. “Nosso objetivo é tratar por completo e dar ao animal a melhor qualidade de vida possível”, afirma a profissional.

Conforme a médica veterinária explica, diariamente pessoas chegam à clínica com animais com sérios problemas na dentição e na gengiva, origem certa da proliferação de bactérias que podem determinar a perda das funções dos órgãos, mas que não tem tratamento adequado. O problema está no modo de pensar dos donos, que não tem o entendimento de que é necessário cuidar primeiro a boca do animal, caso esteja com problemas. O tratamento bucal ajuda na eliminação das demais enfermidades. Muitos donos têm medo que a anestesia prejudique o animal, ou que isto signifique um gasto desnecessário no tratamento. “A preocupação é de que sem melhorar a boca, os demais órgãos seguirão com alterações pela baixa imunidade. É preciso entender que as bactérias vão continuar agredindo fortemente o organismo do animal, e que o tratamento não será completo”, ressalta.

Foto: Paulo Chagas

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