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Veterinários são obrigados a assumir total responsabilidade no tratamento de animais de rua?

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Lages – A Organização Mundial da Saúde estima que, só no Brasil, existem mais de 30 milhões de animais sem um lar, sendo 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. De todos estes cachorros abandonados, 14 milhões acabam em abrigos, sendo que 90% nunca encontrarão um dono. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. Em cidades menores a situação não é muito diferente. Em muitos casos o número chega a 1/4 da população humana.

Para minimizar o problema e ao mesmo tempo ajudar os animais abandonados, estão os “protetores”, ou seja, pessoas que não conseguem ficar indiferentes à situação, e que acabam, muitas vezes, recolhendo os animais e os levam às clínicas veterinárias. É exatamente nesta questão dos cuidados, é que entra o lado do profissional. Conforme explica a médica veterinária Márcia Verônica Thomazi Castelani, há quem considere ser de responsabilidade do veterinário o completo cuidado dos animais, em caso de necessidade de atendimento. De um ato positivo do protetor, a situação passa a ser negativa, pois, muitas vezes, ninguém absorve os altos custos. “Há os falsos protetores que ficam com o mérito, usam as redes sociais para obter vantagens, enquanto que o animal que recebe atendimento na clínica, simplesmente é deixado para a responsabilidade do veterinário”, lamenta Márcia.

Ainda de acordo com a veterinária, ela não nega atendimento, desde que o protetor também assuma a responsabilidade com os custos, e volte a buscar o animal depois de curado. As dívidas com tratamentos atualmente são altas, pois, a Clínica gasta para manter os estoques de medicamentos e seus colaboradores. “” O médico veterinário não pode se transformar no único tutor do animal, a partir do simples pedido de um protetor. Pois, é preciso atender corretamente e não fazer de conta”, ressalta. Por outro lado, a médica veterinária lamenta que o poder público, de modo geral, ainda carece de políticas para resolver a situação dos animais abandonados. “Acaba sendo um problema cultural, enquanto que enganações de falsos protetores não são resolvidas e dificultam ainda mais o controle”, conclui.

Informações: (49) 3222 6255 ou 3226 0880

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