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Mascote oficial do Parque Natural de Lages pode ser escolhido até dia 22 de abril

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Lages – SC  – “Curtam e sigam nossas redes sociais para participar da escolha do mascote e também para saber dicas, conhecer as atividades desenvolvidas no Parque para fazer trilhas e sobre a atuação dos guardas mirins ambientais, enfim, estar por dentro de tudo com informações completas.” – Michelle Pelozato

As crianças adoram os bichinhos e a opinião delas será decisiva na definição do mascote oficial do Parque Natural Municipal João José Theodoro da Costa Neto (Parnamul). É uma missão divertida e que representará a Unidade de Conservação de Lages. A votação segue até dia 22 de abril e, para decidir, os votantes neste concurso dependem de conhecerem cada uma das quatro opções de animais que são a cara da Serra Catarinense, espécies que habitam o parque ecológico de Lages: bugio, ouriço-cacheiro, curucaca e mão-pelada.

No seguinte link é possível ver a descrição das características individuais dos bichos concorrentes: https://www.parquenaturaldelages.com.br/post/19/voce-e-que-vai-escolher-o-mascote-do-parque. Na página do Facebook “Parque Natural Municipal” e no Instagram @parnamul é feito o direcionamento para o preenchimento de um formulário do Google para efetivar a escolha.

Os interessados podem votar no seu preferido quantas vezes quiserem. O mascote será o grande parceiro e braço direito do Parque Natural, incluindo intervenções no Mês Mundial do Meio Ambiente, com dia comemorado em 5 de junho.

As redes sociais do Parque (Facebook e Instagram) estão ativas e com campanhas de acompanhamento do trabalho no Parque. “Curtam e sigam nossas redes sociais para participar da escolha do mascote e também para saber dicas, conhecer as atividades desenvolvidas no Parque para fazer trilhas e sobre a atuação dos guardas mirins ambientais, enfim, estar por dentro de tudo com informações completas”, convida a bióloga da Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Michelle Pelozato.

Candidatos:

O bugio barulhento – O bugio, também conhecido como guariba ou barbado, é o macaco do gênero Alouatta. Possui hábitos herbívoros, corpo forte e cauda longa, ampla pelagem que muda entre as colorações preta, marrom e vermelha. É considerado um dos maiores primatas neotropicais e seu peso fica entre cinco e dez quilos.

Este animal vive cerca de 20 anos, em grupos de organização patriarcal, que podem chegar até 40 indivíduos, dependendo da espécie. Reproduz-se o ano inteiro e é tido como o mais barulhento do reino animal, cujo grito, tanto de machos quanto de fêmeas, pode durar vários minutos, e ser ouvido em até cinco quilômetros de distância. A característica somente é possível devido ao osso hioide, que fica na base da língua, e funciona como uma caixa de ressonância. Assim, o bugio pode interagir socialmente de forma eficiente.

O dorminhoco ouriço-cacheiro – Conhecido como porco-espinho, ouriço-terrestre ou, simplesmente, ouriço, é o maior insetívoro de toda a fauna. É facilmente reconhecido devido aos espinhos que cobrem todo o corpo, exceto no rosto e no ventre. Este animal tem cerca de seis mil espinhos aguçados e com cerca de dois a três centímetros, que cobrem o dorso e os flancos do seu corpo.

Quando ameaçado, o ouriço-cacheiro enrola-se sobre si próprio, ocultando as partes desprotegidas do seu corpo. A cabeça destaca-se do resto do corpo, os olhos são grandes, as orelhas são relativamente pequenas e possui uma cauda rudimentar.

Apesar das pequenas patas, o ouriço-cacheiro pode percorrer um a três quilômetros numa noite à procura de alimento. Este animal constrói tocas para hibernar e ter as crias. O período de hibernação geralmente é de novembro até março.

A corajosa curucaca – Da família dos tresquiornitídeos, a curucaca ou curicaca possui um bico longo, fino e curvo. As penas da nuca são mais longas e parecem “despenteadas”.

Os olhos amarelos e suas pernas vermelhas são características marcantes. Seus ninhos são plataformas de galhos, forrados de capins e plantas aquáticas, são construídos em árvores altas longe de curicacas da mesma espécie.

Se ameaçada, esta ave costuma gritar alarmando os demais. Também grita muito ao clarear e no entardecer, algumas vezes na noite de lua cheia.

É sociável, chama atenção quando se reúne para dormir ou quando se desloca para lugares distantes para comer. Os indivíduos associam-se em colônias.

Alimenta-se preferencialmente de caramujos, insetos, aranhas e outros invertebrados, anfíbios e pequenas cobras. Seu bico é adaptado para arrancar larvas de besouros e outros insetos da terra fofa. É um dos poucos predadores que não se importam com as toxinas liberadas pelo sapo, por isso, este anfíbio pode fazer parte de sua dieta.

As garras do mão-pelada – Este é o nome popular do animal Procyon Cancrivorus, um mamífero e carnívoro parecido com os guaxinins, mas se distingue devido à ausência das patas com manchas brancas. Seu rosto é esbranquiçado, com uma espécie de máscara preta nos olhos, cauda preta com anéis brancos amarelados e pernas sem pelos, possuem garras.

Ele se alimenta principalmente de caranguejos, camarões, peixes, pássaros pequenos, caramujos, insetos, tartarugas e sapos. Também come frutas, sementes e alguns legumes. Abriga-se em árvores ocas, fendas de rochas e tocas abandonadas de outros animais, mas sempre perto de correntes de água.

Esta espécie é noturna, terrestre e solitária, pouco se conhece sobre a sua ecologia ou comportamento, embora a informação existente esteja disponível a partir de estudos feitos em cativeiro. Acredita-se que só pode ser encontrado em costas e habitats ribeirinhos, mas foi encontrado em alguns ambientes não-aquáticos em determinadas épocas do ano.

Texto: Daniele Mendes de Melo

Fotos: Parque Natural Municipal/Divulgação

 

 

 

 

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