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Legislativo Lageano busca apoio para a regulamentação do manejo da araucária

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Lages – SC  – A proposta de manejo de florestas nativas, em especial, da Araucária, levantada em audiências públicas promovidas pela Câmara de Vereadores de Lages motivou mais um ato no dia 26 de junho. Uma comitiva liderada pelo presidente do Legislativo Lageano, Vone Scheuermann, visitou a sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Florestas, localizada na cidade paranaense de Colombo. Os pesquisadores André Hess e Nilton Schneider, estudiosos da espécie araucária, também tomaram parte do encontro.

Segundo o presidente Vone, a intenção é de unir esforços para apresentar um projeto que proporcione avanços à proposta em Brasília. “A gente fez as audiências públicas em 2013 e 2019, com a Embrapa e o Ministério da Agricultura, que esteve na cidade de Lages, e hoje estamos aqui na Embrapa para arredondar o projeto, junto aos técnicos daqui, para que possamos apresentar aos ministros Ricardo Salles e Tereza Cristina, em Brasília, para poder dar seguimento a este iniciativa”.

Para o chefe-geral da Embrapa Florestas, Edson Tadeu Iede, é necessário elaborar um plano de uso e manejo para que a espécie continue a ser preservada, mas que também permita uma exploração racional. “O que foi discutido aqui é uma interação entre a parte técnica e a parte política-legislativa, que é fundamental para que a gente possa apresentar uma proposta com embasamento técnico-científico e na lei. Não podemos fazer nada que vá contra a lei. Temos que fazer um plano de uso e manejo da araucária, que continue preservando a espécie e que ela possa também ser manejada”, afirma.

Pesquisadores apresentam argumentos que reforçam a proposta

A pesquisadora Yeda Malheiros de Oliveira aponta que existem razões técnicas para o manejo florestal sustentável tanto da araucária plantada como para às florestas nativas. Sobre o primeiro item, ela diz que o corte não está acontecendo também por questões administrativas dos órgãos ambientais. “Há a necessidade de que trabalhemos na regulamentação e no esclarecimento neste ponto”, argumenta.

Com relação aos fragmentos da floresta nativa, Oliveira explica que os estudos que têm acompanhado demonstram que existe uma necessidade e um potencial grande para o manejo, principalmente de espécies como bracatingas, imbuias e araucárias. “Manejo no sentido tanto do plantio, de introdução de mudas na floresta, como no corte seletivo para regeneração, tanto na araucária quanto nas outras espécies em função da estagnação destes fragmentos”.

A construção de uma estratégia e uma visão de futuro que atenda aos interesses ambientais e também do uso da araucária. Este é o caminho apontado pelo pesquisador Erich Schaitza. “O primeiro caminho para a gente ter um plano de conservação e uso da araucária é ouvir as diferentes opiniões e juntos traçarmos um projeto que contemple ambos os aspectos. Avaliar a parte técnica do manejo, a parte técnica da conservação, da lei, e junto definir para onde a gente vai. Não há como tomar uma decisão unilateral, seja para banir ou ter qualquer corte, precisamos conversar sobre como vamos fazer, onde todo mundo seja ouvida, com técnica”, conclui.

Textos e fotos:
Everton Gregório – Câmara de Vereadores de Lages

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