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Grande Reserva Mata Atlântica é apresentada no principal evento global sobre mudanças climáticas

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Na COP 25, iniciativa brasileira que busca aliar desenvolvimento e conservação da natureza no último remanescente de Mata Atlântica participa de debate ao lado de projetos de outros países

A iniciativa brasileira foi apresentada na Espanha nesta terça-feira (3) como uma solução baseada na natureza para o combate à crise climática. A apresentação da Grande Reserva Mata Atlântica aconteceu em um dos eventos paralelos à COP 25, conferência internacional sobre mudanças climáticas organizada pelas Nações Unidas. O evento acontece na cidade de Madri e é a mais importante oportunidade de discussão global do tema, com representantes de vários países apresentando iniciativas, assumindo compromissos e selando acordos com o objetivo de reduzir o impacto das nações sobre o meio ambiente.

Na Espanha, a Grande Reserva foi apresentada em um debate dedicado a participação de atores não estatais e autoridades locais para ações climáticas pela doutoranda em relações internacionais Miriam Garcia, que representou a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), instituição que lidera a iniciativa de conservação da Mata Atlântica. Além do projeto brasileiro, o debate também apresentou experiências de autoridades locais que têm buscado soluções baseadas em natureza para se adaptar às mudanças climáticas. “A Grande Reserva Mata Atlântica foi destaque como exemplo das melhores práticas baseadas em natureza para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, explica Miriam.

A Grande Reserva Mata Atlântica surgiu em 2018, como um movimento que reúne dezenas de instituições do terceiro setor, poder público e iniciativa privada no estímulo ao desenvolvimento econômico com base no conceito de “produção de natureza”. O objetivo é explorar o potencial da região entre os estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo que abriga o último grande remanescente preservado do bioma Mata Atlântica, em busca do desenvolvimento regional baseado no turismo de natureza. Para isso, a valorização do patrimônio natural como fonte de geração de riqueza e a inclusão das comunidades tradicionais caiçaras, indígenas e quilombolas na equação para o desenvolvimento são parte fundamental do movimento. “A grande escala em que a Grande Reserva Mata Atlântica é desenvolvida e a parceria entre as diversas instituições que integram a iniciativa foram características bastante elogiadas e analisadas a fundo pelos especialistas participantes do evento”, conta a consultora da SPVS.

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