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Vídeo mostra a crueldade com que elefantes são treinados para entreter turistas

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A Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que trabalha em prol do bem-estar animal, divulgou hoje imagens inéditas do cruel processo de treinamento que jovens elefantes enfrentam para que se tornem submissos e interajam com turistas em um dos muitos parques de elefantes da Tailândia.

Atualmente, estima-se que cerca de 2,8 mil elefantes vivam em cativeiro, sendo explorados para fins de entretenimento e interação com turistas – todos passam pelo mesmo processo de treinamento. A filmagem revela as técnicas mais comuns usadas para que os animais compreendam e sigam os comandos dos treinadores. As técnicas incluem varas de metal, correntes e exposição a situações estressantes.

Link para o vídeo (conteúdo sensível): https://www.youtube.com/watch?v=Y8j96-1zvbE

“Esse tipo de treinamento abusivo busca submeter os elefantes, por meio do medo, a transformarem-se em animais submissos, para que obedeçam aos comandos de seus treinadores e sejam explorados para fins de entretenimento turístico, como por exemplo passeios, shows de habilidades, banhos e outros. A demanda gerada pelo turismo é que sustenta essa cruel realidade vivida pelos elefantes. Por isso, pedimos que haja uma revisão nas leis e na forma com que os elefantes são tratados em cativeiro, antes que o turismo volte gradualmente à Tailândia”, afirma o gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial, João Almeida.

O vídeo mostra oito elefantes jovens sendo retirados à força de suas mães, sendo amarrados em uma estrutura de madeira, enquanto são espancados repetidamente. Além disso, os animais são obrigados a andar amarrados em correntes – às vezes em estradas movimentadas, com todo o caos do trânsito. As imagens mostram os jovens elefantes sendo submetidos a traumas físicos e psicológicos para que sirvam turistas em atrações de entretenimento.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, a indústria de turismo foi forçada a parar completamente. Com isso, ao menos 85 atrações turísticas de elefantes na Tailândia foram forçadas a fechar, parando de fornecer cuidados básicos aos animais, como alimentação, e demitindo cerca de 5 mil funcionários. Com isso, muitos elefantes tiveram que percorrer quilômetros pelo país para voltarem aos seus donos legais, outros foram deixados para vagar livremente para procurar comida e outros ainda foram transferidos para serem explorados como força de trabalho para a indústria madeireira local.

“Na tentativa de auxiliar esses animais, estamos ajudando com recursos financeiros 13 campos éticos, que abrigam elefantes que foram resgatados do entretenimento. A pandemia e o isolamento mostraram como devemos manter distância dos animais silvestres, respeitando o espaço deles e entendendo que eles pertencem à natureza e lá devem ficar”, completa Almeida.

Infelizmente, para a maioria desses animais a volta para a natureza não é possível. Por isso, o trabalho dos campos éticos é vital, uma vez que abriga os elefantes resgatados dos maus tratos. Nos campos, os animais possuem liberdade para andar, pastar, socializar e manifestar, dentro do possível, os seus comportamentos naturais. Além disso, esses locais ainda fornecem emprego e renda para a população local.

“A crise da covid é uma oportunidade única para as empresas de turismo globais e brasileiras repensarem seus negócios, reestruturando de uma vez por todas os produtos com animais silvestres que elas oferecem. Seja para acabar com o sofrimento animal, para proteger a saúde humana ou por uma economia mais estável – inclusive para as próprias empresas de turismo! –, os animais silvestres não devem ser explorados em cativeiro. O turismo com animais silvestres precisa ser realizado na natureza, a partir da observação responsável dos animais livres. Essa lógica vale para qualquer animal silvestre, abrangendo também as espécies nativas brasileiras exploradas pelo mercado de entretenimento turístico nacional”, finaliza o gerente. Atualmente a Proteção Animal Mundial vem auxiliando empresas de turismo brasileiras a tornarem-se mais responsáveis, garantindo que elas ofereçam apenas experiências de observação da fauna livre, tanto em destinos domésticos quanto internacionais.

Fim do comércio de animais silvestres – A exploração de elefantes por atrações turísticas cruéis faz parte de uma indústria que movimenta anualmente entre 7 e 23 bilhões de dólares na mercantilização em escala industrial da vida silvestre, seja para alimentação, medicina tradicional, animais de estimação, entretenimento ou acessórios de moda. A interação entre animais silvestres e pessoas, possibilitada pelo comércio da vida silvestre, é um risco para a saúde humana, já que cerca de 70% de todas as doenças transmitidas de animais para humanos têm origem nos silvestres.

Acabar com o comércio mundial de animais silvestres é essencial para proteger a saúde humana de novas pandemias como a Covid-19 e garantir uma vida sem sofrimento para os animais.  Por isso, a Proteção Animal Mundial lançou uma campanha global que pede que os líderes do G20 trabalhem para a proibição permanente do comércio de animais silvestres no mundo. Em abaixo-assinado, iniciado em maio de 2020, a organização pede que o tema seja incluído na agenda da cúpula anual do G20 que acontece em novembro próximo. Como parte do G20, o governo brasileiro tem o poder de influenciar as superpotências globais a tomarem a atitude necessária para proteger os animais, as pessoas – saúde e economia – e o planeta.

Link para o vídeo (conteúdo sensível): https://www.youtube.com/watch?v=Y8j96-1zvbE

 

Sobre a Proteção Animal Mundial (World Animal Protection)

A Proteção Animal Mundial move o mundo para proteger os animais por mais de 50 anos. A organização trabalha para melhorar o bem-estar dos animais e evitar seu sofrimento. As atividades da organização incluem trabalhar com empresas para garantir altos padrões de bem-estar para os animais sob seus cuidados; trabalhar com governos e outras partes interessadas para impedir que animais silvestres sejam cruelmente negociados, presos ou mortos; e salvar as vidas dos animais e os meios de subsistência das pessoas que dependem deles em situações de desastre. A organização influencia os tomadores de decisão a colocar os animais na agenda global e inspira as pessoas a mudarem a vida dos animais para melhor. Para mais informações acesse: www.protecaoanimalmundial.org.br.

 

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