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Resíduos químicos: entre consciência ambiental e novas tecnologias

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Coordenadora de especialização na área avalia desafios e contexto da profissão

Apesar de estar em voga, de “ser a moda da vez”, o pensamento ecologicamente correto despertou nas pessoas uma reconfiguração das práticas cotidianas. São ações individuais ou em equipes que emergem frente aos processos de desenvolvimento industrial. Inclusive, quando se fala em indústria a imagem que surge é a poluição desenfreada, mas essa prática tem mudado ultimamente. Por isso, alternativas de ideias inovadoras são sempre bem-vindas.
Países como a Alemanha são exemplos da importância do domínio da cadeia que envolve os produtos químicos em geral. Lá as exigências legais são austeras e qualquer resíduo deve cumprir fluxos de processos estabelecidos por entidades governamentais. Como explica a coordenadora da pós-graduação em Gestão de Resíduos Químicos – que segue com inscrições abertas até o dia 13 de junho –, professora Rose Mendes, nos últimos anos o Brasil foi prejudicado pelas prática inadequadas na gestão de resíduos. Essas ações mal planejadas provocaram uma série de impactos ambientais, incluindo a contaminação do solo e águas subterrâneas, devido a disposição de resíduos em aterros e áreas irregulares.
Em 2010 foi aprovada a Lei Nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos que dispõe das diversas classes de resíduos. A Lei também estabelece normativas aos resíduos químicos, destacando-os de acordo com suas características de periculosidade, combustibilidade, corrosividade, inflamabilidade e toxidade. “Planos bem estruturados podem contemplar associações entre municípios para facilitar e reduzir custos dos itens abrangidos pela engenharia reversa. Mas sempre é válida a inciativa: ‘se eu mudo, o mundo muda'”, destaca a professora que ressalta a importância das pequenas ações.

Em busca do conhecimento

De acordo com a avaliação da professora, em todo o país há uma vasta carência de profissionais que entendam e queiram melhorar os processos industriais por meio de tecnologias mais limpas. Para reverter esse contexto, a saída é a compreensão e o domínio sobre a prática, como destaca Rose. “O olhar tende a mudar quando o profissional passa a questionar um processo que tem sido feito de maneira repetitiva por longo tempo e que gera substâncias nocivas. A partir disso, podemos encontrar novas perspectivas e gerar ideias inovadoras “.
Neste sentido, faz-se necessário o profundo e constante conhecimento dos profissionais que atuam com produtos químicos. “Quanto mais conhecemos aquilo que utilizamos, mais podemos pesquisar novas alternativas menos agressivas, utilizando tecnologias mais limpas e renováveis”. Rose aponta para as legislações que ainda são tímidas. Segundo a professora, é preciso avançar nas pesquisas. Devemos pensar não só no progresso econômico mas também nas questões sociais, ambientais e de saúde pública, por isto da importância de aprender sobre como cada produto ou resíduo químico se comporta, bem como suas implicações e riscos.

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