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BAP de Painel em SC sob a incerteza do futuro

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BAP IbamaA Base Avançada de Pesquisa, pertencente ao Ibama, ainda segue sem definição sobre qual será a finalidade da estrutura montada em uma área de quase 20 mil hectares.

Painel – As autoridades competentes e esferas como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Resíduos Naturais Renováveis (Ibama), parecem estar se especializando ao descaso com suas bases avançadas em Santa Catarina. Um dos exemplos é a de Painel, na Serra Catarinense que, há anos, não tem mais uma função definida, embora continue atuando de forma precária, e sem nenhuma atividade oficial em curso. São quase 20 mil hectares de área que poderiam estar a serviço da comunidade regional. Desse montante, 1,8 mil m² estão inundados com tanques de água potável, o que poderia manter a criação de milhões de alevinos para o povoamento dos rios de todo o Estado, das mais variadas espécies nativas.
Além disso, há espaço para a implantação de um Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS), com a garantia de tratamento e reintegração, assim que recuperados. Algo que poderia funcionar a partir de uma parceria com o Centro Agroveterinário da Udesc, em Lages, que por sua vez já cuida dos animais, através de seus professores e acadêmicos, sem custo. A sugestão é do técnico Willian Veronese que é um dos dois funcionários do Ibama, e que presta serviço à BAP do Ibama.
A Base Avançada de Pesquisa, de Painel, que já foi bastante utilizada na criação de alevinos, também teve grande papel educacional. Houve um tempo em que aproximadamente 2,5 mil alunos visitavam a unidade anualmente. O local conta com sala de projeção para educação ambiental; museu didático com dezenas de animais taxidermizados; cinco viveiros para abrigar animais silvestres em recuperação, entre outras peculiaridades que aguçam a curiosidade dos visitantes.
A preocupação é com o futuro da Base. Há quem proponha a realização de convênios com empresas e universidades para o custeio das despesas fixas, que não passam de CR$ 2,5 mil mensais, e nela, trabalhar inúmeros projetos como o do papagaio charão, do papagaio do peito-roxo, do cuidado de animais silvestres, e ainda o projeto Puma, tendo por trás de tudo, professores e coordenadores desses projetos. Porém, ainda há a possibilidade de que a Base Avançada de Pesquisa passe ao controle da Epagri, para a realização de outros experimentos, incluindo, o de peixes. Mas, enquanto nada disso se resolve, tudo no BAP segue, apenas aguardando pelo futuro, aparentemente difícil de ser definido.

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